Amor eterno

Amor eterno

Ter um cãozinho de estimação nos dá o senso de responsabilidade que é necessário para cuidar de um ser que depende inteiramente de nós. Ele desperta, muitas vezes, o amor materno e faz os sentidos ficarem mais aguçados já que o cachorro não fala o que está sentindo. Assim, ter um cachorro durante a gravidez é sim uma ótima maneira de se preparar para a chegada do bebê. Até porque o convívio com um cãozinho sempre traz benefícios como a alegria e o aprendizado. Para falar sobre o assunto, entrevistamos, abaixo, a médica-veterinária Carla Rossatti, especialista em cardiologia e parceira da Aila – Aliança Internacional do Animal. Confira:

 

1. Ter um cão durante a gestação ajuda na preparação dos pais para a chegada do bebê?

R: Ter um cãozinho sempre nos traz benefícios. Alegria e aprendizado são alguns deles. O cão nos dá um senso de responsabilidade igual ao do bebê, já que depende da nossa atenção em grande parte do dia. Como não pode falar o que está sentindo, faz os nossos sentidos ficarem mais aguçados. Diferentemente do bebê, o cão é um filho que não cresce, não vai para faculdade, não casa, não tem emprego. Vai passar a vida toda na dependência dos seus cuidados e atenção. Então, é um ótimo companheiro para se ter em qualquer momento da vida.

2. Quais são os principais benefícios para a grávida em ter um cão durante e após a gestação?

R: O maior benefício de todos é sempre a companhia, a troca de carinhos, a energia que o cão traz nesse momento. O amor que ele transmite, incondicional, já faz com que a futura mamãe se preencha com esse sentimento antes da chegada do bebê.

3. A necessidade de passear com o cão é um estímulo a prática de exercícios?

R: Sem dúvida. Cada animal tem uma necessidade de fazer uma determinada carga de exercícios e ele não vai fazer sozinho. Passeios ao ar livre, brincadeiras com outros cães e pessoas são essenciais para a saúde do animal e para os donos.

4. O cão percebe que a mulher está grávida? Se sim, como?

R: Geralmente, eles percebem primeiro que a própria mãe, pois são mais sensíveis a cheiros e a energias. A mulher exala determinados hormônios durante a gestação, que são facilmente detectados pelos cães. Cada cão tem uma manifestação diferente, depende do quanto ele é apegado à futura mamãe. Em qualquer manifestação, a demonstração sempre será de zelo e muito carinho com a chegada do novo bebê.

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5. É necessário ter algum cuidado especial na relação entre a grávida e o cachorro nesse período? Transmissão de doenças etc?

R: Todo animal, sem exceção, deve ser examinado uma vez ao ano. Mantê-lo vacinado e vermifugado é essencial para que ele esteja sempre saudável. Com esses cuidados, o peludinho, a futura mamãe e toda a família não terão motivos para preocupação.

6. Quais devem ser os cuidados e a preparação para que o cachorro não fique com ciúme com a chegada do bebê?

R: Sempre permitir que ele participe de toda mudança na casa, desde a preparação do quarto até o acompanhamento do crescimento da barriga da mamãe. Assim, ele vai se acostumando com as mudanças aos poucos e vai tolerar com mais facilidade a divisão de atenção durante os primeiros meses. Manter a rotina de carinho com o animal ajudará a fazê-lo entender que o bebê não é um intruso, mas um novo integrante da família.

7. O bebê e o cachorro podem conviver normalmente? Quais são os cuidados que a mamãe deve ter?

R: Podem. Com a amamentação, o bebê vai criando imunidade. Sabe-se que as crianças que convivem com cachorros desde pequenas têm mais imunidade do que as que não convivem. A mamãe deve estar atenta ao cãozinho, especialmente se ele for filhote, pois o peludinho ainda não tem noção de sua força física e pode arranhar o bebê. A família também deve estar atenta para o bebê não enfiar dedinhos nos olhos do cão, beliscá-lo ou incomodá-lo durante as refeições.

8. Após o nascimento do bebê, como deve ser o comportamento da mãe em relação ao cãozinho?

R: Ela sempre deve incluir o cãozinho em tudo que ela faz, conversar com ele, para ele poder compreender as mudanças da casa e não se sentir excluído. Manter a atenção sempre com muito carinho e conversa.

 

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26 de julho de 2018 / 2 Comentários / por / em ,

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