Você conhece a doença da mordida do gato?

Você conhece a doença da mordida do gato?

Recentemente a atriz Daniela Escobar relatou em suas redes sociais um episódio que aconteceu com ela. Ao fazer um carinho em seu gato que estava dormindo embaixo da mesa, ela levou uma mordida do animal e quase teve sua mão amputada por causa de uma infecção. A atriz explicou que apesar do bichinho ser vacinado, saudável e dócil, a saliva dos gatos solta uma bactéria capaz de paralisar os dedos e é necessário ser medicado com antibióticos imediatamente para não ter complicações.

Mas o que é a doença da mordida do gato? A enfermidade é causada pela bactéria Pasteurella multocida, encontrada na saliva de quase 90% dos felinos. Esse tipo de infecção deve ser tratada com antibióticos e pode até ser fatal. Aliás, toda mordida de animal, sem exceção, deve ser tratada em um pronto-socorro. Elas podem causar infecções fatais. Os casos não tratados são graves e podem levar à morte. Mesmo sem sinais claros de infecção é necessário o acompanhamento médico e o tratamento com antibióticos, como a amoxilina.

 

Um estudo feito por uma equipe de pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, e publicado na edição de fevereiro do JHS – Journal of Hand Surgery -, acompanhou 193 pacientes que chegaram ao pronto-socorro com mordidas de felinos entre 2009 e 2011. Trinta por cento deles foram hospitalizados e permaneceram no hospital por três dias. A outra parte foi tratada com antibióticos. No total, oito desses pacientes tiveram de passar por mais de uma cirurgia na mão. As complicações envolviam problemas de circulação e até perda parcial da mobilidade.

 

A causa da maior parte das infecções foi a bactéria Pasteurella multocida, normalmente tratada com amoxicilina. Vermelhidão, inchaço, dor e dificuldades para mover a mão são sinais de que pode existir uma infecção e é preciso buscar tratamento. A mordida de gato penetra facilmente na pele. As bactérias se multiplicam rapidamente e a cirurgia é normalmente necessária.

 

 

As mordidas dos bichanos correspondem a cerca de 15% das tratadas em hospitais nos Estados Unidos – e elas carregam mais Pasteurella que a dos cachorros. A bactéria, que faz parte da flora presente na boca de cães e gatos em todo o mundo, não provoca nenhum tipo de doença para eles. E também não causam problemas quando entram em contato com a pele humana por meio das lambidas. Mas, se penetram no corpo humano – com mordidas ou, mais raramente, arranhaduras – podem causar infecções na pele, no tecido subcutâneo e até no músculo. Sem tratamento, pode levar a complicações como necrose da pele, osteomielite (infecção dos ossos), pneumonia ou até septicemia, conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por infecção.

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Isso não quer dizer que nosso amor pelos gatos deva diminuir, não, eles são nossos companheiros e farão sempre parte de nossos lares e famílias. Vale somente ficar atento e não hesitar em pedir ajudar profissional caso isso ocorra.

 

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27 de agosto de 2019 / por / em

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